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CDN Rio, São Paulo e Brasília aderem ao movimento Hora do Planeta
Hora do Planeta gera onda de mobilização ao redor do globo
Mais de 3.900 cidades, de 88 países, em 25 zonas de fuso horário desligaram as luzes no dia 28 de março de 2009
Às 20h30 (horário local, 4h30 horário de Brasília) do dia 28 de março, sábado, foram desligados os geradores a diesel que fornecem energia às ilhas Chatham, um pequeno arquipélago o leste da Nova Zelândia, iniciando o maior ato simbólico contra o aquecimento global: a Hora do Planeta 2009.
Essa onda global também será expressiva na região da Ásia-Pacífico, à medida que grandes cidades como
Mundo afora, das ruas da Cidade do Cabo até as colinas de Los Angeles, pessoas de todas as classes e profissões fizeram um apelo contra as mudanças climáticas. Sydney, Seul, Beijing, Hong Kong, Kuala Lumpur, Manila, Cingapura, Bangkok, Jacarta, Mumbai e Nova Delhi apagaram as luzes e demonstrarem sua preocupação com o planeta.
Em Paris, a ‘Cidade-Luz’, foram apagadas as luzes da Torre Eiffel. Na Grécia, milhares de atenienses reuniram-se para assistir o desligar das luzes na Acrópolis. Os egípcios aderiram à Hora do Planeta com o apagar as luzes das grandes Pirâmides de Gizé e da Esfinge, assim como Torre do Cairo e a Biblioteca de Alexandria.
Em Sydney, onde nas céu a Hora do Planeta, em 2007, todas as balsas do famoso porto da cidade anunciaram com seus apitos o início do evento na Austrália. Em Melbourne, o destaque foi o concerto com um gerador movido a pedaladas.
No Brasil, 101 cidades aderiram à Hora do Planeta, sendo 13 capitais: Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Manaus, Rio Branco, Belém, Belo Horizonte, Vitória, Campo Grande e Fortaleza. Além das cidades, 484 organizações, 1.000 empresas e 58 veículos de imprensa manifestaram seu apoio à Hora do Planeta 2009.
A secretária-geral do WWF-Brasil, Desine Hamú, ressaltou que o Brasil é um dos protagonistas neste cenário internacional. “Sendo a 9ª maior economia do planeta, o Brasil é uma potência dentre os países emergentes e um líder nas negociações internacionais sobre mudanças climáticas. Devemos ser exemplo para um desenvolvimento justo e sustentável”, afirmou.
Apesar do gesto simbólico global ser de apagar as luzes, no Brasil, a derrubada das florestas faz o nosso país ocupar a 4ª posição no ranking mundial de emissores de gases do efeito estufa. Hoje, o desmatamento é responsável por cerca de 75% de nossas emissões de CO2. Produtos como carne e madeira são consumidos em sua grande parte pelo mercado nacional.
Primeira cidade brasileira a aderir à iniciativa, o Rio de Janeiro “apagou” alguns de seus ícones. O Ministro Carlos Minc, o prefeito Eduardo Paes e Denise Hamú desligaram, simbolicamente, as luzes do Cristo Redentor, Pão de Açúcar, Parque do Flamengo e orla de Copacabana. A Hora do Planeta contou contou com o apoio fundamental de entidades e instituições como Ibama-RJ, Parque Nacional da Tijuca, Instituto Bio Atlântica, Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBEDS), Associação dos Moradores Dona Marta, Arquidiocese do Rio de Janeiro, Sesc-Rio, Fiocruz, Jockey Club Brasileiro e Flamengo Futebol Clube.
Já em São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab, e o presidente do Conselho Diretor do WWF-Brasil, Álvaro de Souza, desligaram simbolicamente as luzes de alguns dos ícones da maior cidade da América Latina: Ponte Estaiada, Monumento às Bandeiras, Viaduto do Chá, Teatro Municipal, Estádio do Pacaembu, Obelisco e Parque do Ibirapuera. Um evento com entrada franca, na Praça Victor Civita, sede do grupo Abril, contou com apresentações artísticas de dança e música acústica. Além dos monumentos públicos, instituições da cidade como Coca-Cola Brasil, DuPont, Edifício Copan, HSBC, Instituto Butantã, Museu de Arte Moderna, McDonald´s, Sheraton Hotel, Sol Melia, Vivo e World Trade Center também participam da Hora do Planeta. O movimento global contou com o empenho de parceiros como o São Paulo Convention & Visitors Bureau, o Movimento Nossa São Paulo, a Associação Viva Centro e a Associação Paulista Viva. O São Paulo Futebol Clube também aderiu ao movimento e os jogadores entraram em campo com a camisa da Hora do Planeta no jogo de sábado à tarde.
Em Brasília, um evento no Conjunto Cultural da República reuniu a população para participar da Hora do Planeta 2009, com passeio ciclístico e apresentação do grupo de percussão feminina Batalá. O vice-governador Paulo Octávio e o Deputado Federal e Líder da Frente Parlamentar Ambientalista, José Sarney Filho, em conjunto com Claudio Maretti, superintendente de Conservação do WWF-Brasil, e Eduardo Martins, vice-presidente do Conselho Diretor do WWF-Brasil, desligaram simbolicamente as luzes de alguns dos principais símbolos da capital federal: Congresso Nacional, Catedral, Conjunto Cultural da República, Palácio do Itamaraty, Palácio do Planalto, Ministérios e iluminação pública da Esplanada dos Ministérios.
Sobre o WWF-Brasil
O WWF-Brasil é uma organização não-governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. O WWF-Brasil, criado em 1996 e sediado em Brasília, desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de cinco milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.
Sobre a Hora do Planeta
A Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, é uma iniciativa global da Rede WWF sobre mudanças climáticas. No dia 28 de março de 2009, às 20h30, pessoas, empresas, comunidades e governo são convidados a apagar suas luzes pelo período de uma hora para mostrar seu apoio ao combate ao aquecimento global. Na primeira edição, realizada em 2007 na Austrália, dois milhões de pessoas desligaram suas luzes. Em 2008, mais de 50 milhões de pessoas de todas as partes do mundo aderiram à ação. Em 2009, a Hora do Planeta pretende atingir um bilhão de pessoas em mil cidades.




















