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11.05.2011 | Clientes, Sala de Imprensa

Difusão da banda larga no país será feita pela telefonia móvel

Porto Alegre, 10 de maio de 2011 – O presidente da TIM, Luca Luciani, destacou que a massificação da banda larga no país será feita apenas através da telefonia móvel, durante a sua apresentação no painel EUBrasil Digital Agenda Summit, durante a  BITS (Business IT South America), evento que ocorre até o dia 12 de maio, na Fiergs, em Porto Alegre.  Embora a penetração da banda larga fixa no total da população (23%) ainda seja mais alta que a móvel (10%), há uma tendência de aceleração do acesso móvel.
“A universalização na voz foi feita pela telefonia móvel mas, há apenas quatro anos, a penetração da voz fixa ainda era superior à móvel. Hoje a voz móvel é superior a 100%, a voz via rede fixa continua na faixa de 70%, patamar no qual está estacionado há muitos anos. O mesmo vai acontecer com a internet, com uma tendência de aceleração do crescimento dos acessos móveis levando a uma perspectiva de universalização da internet móvel. Nosso plano TIM Web, por exemplo, quadruplicou seu número de usuários entre agosto de 2010 e março passado. Em abril chegamos a 8 milhões de usuários únicos mensais”, afirma.
Luca Luciani destacou, no entanto, que, para viabilizar uma efetiva inclusão digital, levando a banda larga a cidades do interior do país, onde há concentração da população de menor renda, há alguns pontos a serem resolvidos. Na visão da empresa, a banda larga enfrenta um gargalo principal para a sua universalização no país: a falta de compartilhamento da infraestrutura básica de acesso e backhaul, devido à falta de redes abertas pelas empresas concessionárias de telefonia. “Há uma demanda reprimida por serviços de banda larga, cuja penetração não aumenta com maior rapidez primeiramente pelas dificuldades que a oferta enfrenta para a compra e compartilhamento de capacidade de rede no atacado”, avalia Luca Luciani.
“Apesar de o Brasil ter um dos maiores índices de horas mensais de acesso à internet, ainda há no país 90 milhões de usuários potenciais fora do mercado. A grande barreira para massificar a banda larga no Brasil é o transporte de dados. Nos últimos dois anos, os custos dos smartphones caíram 80%; os das antenas 3G, 47%; mas os custos médios de transporte por site subiram no mesmo período até 88%, como os de backhaul. Isto é um gargalo enorme para massificar o acesso à web e poder atender esta demanda reprimida, gerando maior produtividade no país”, ressalta.
Os valores cobrados e a demora na entrega de um circuito são os principais pontos levantados pela TIM no concentrado mercado de EILD (Exploração Industrial de Linhas Dedicadas). Soma-se a isso a desagregação de rede, chamada de unbundling, que deveria ser finalmente implementada para servir como instrumento de garantia de isonomia de condições de acesso ao mercado pelos diferentes players. “A boa notícia é que problemas como estes já foram enfrentados e solucionados por outros países que escolheram o caminho da massificação da banda larga”, disse o executivo. Neste sentido, Luciani destacou a experiência de sucesso do mercado italiano de separação operacional de redes (Open Access) da Telecom Italia e (Open Reach) na Inglaterra, que proporcionaram um acentuado crescimento da banda larga em regime de competição.
Mas existe também um importante caminho de cooperação a ser explorado, por meio de consórcios de construção conjunta para fortalecer a infraestrutura existente, envolvendo todos os atores em jogo, privados e públicos.
“A Intelig, controlada pela TIM, possui um backbone com 15 mil quilômetros de fibra ótica, compartilhado com o mercado. Além disto, estamos trabalhando, em conjunto com outras operadoras, para a construção de rodovias digitais em algumas regiões. Este conceito de compartilhamento precisa ser estendido à oferta de backhaul no interior do país. Sem isto, não há como fazer a universalização da banda larga de maneira rentável e, portanto, de forma sustentável. Nas grandes cidades, onde estão os melhores mercados, não há problema. Mas o interior precisa ser trabalhado sob um novo conceito, porque a falta de oferta de infraestrutura atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou o presidente da TIM.
Para Luciani, o mercado só chegará nas grandes cidades e na costa. O interior e as cidades menores não podem esperar anos para ter a banda larga. O móvel só chegaria rápido, em todas as casas, se tivesse acesso pelo backbone das concessionárias que operam em monopólio. Precisamos de redes abertas e acesso regulado pelo monopólio natural da linha de transmissão.

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