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31.03.2010 | Clientes

Médico, o melhor conselheiro para quem quer deixar de fumar

Orientação profissional e apoio personalizado ajudam fumantes a enfrentar o tabagismo
 
Familiares e amigos alertam o fumante que o tabagismo pode causar ou agravar diversas doenças, desde o envelhecimento precoce da pele até um infarto, mas o tabagista repete que não consegue abandonar o cigarro apenas com força de vontade. Cena comum na vida de quem convive com o tabagismo de forma ativa ou passiva, ela reflete as dificuldades que esse vício envolve.

“O tabagismo compromete a saúde física e psicológica do fumante”, explica o pneumologista Sérgio Ricardo Santos, coordenador do PrevFumo, programa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que auxilia fumantes a abandonar o tabaco. 

As principais dificuldades enfrentadas pelo paciente durante o tratamento para deixar o cigarro são irritabilidade, desejo compulsivo de voltar a fumar, aumento do apetite, com risco potencial de ganho de peso; dores de cabeça, dificuldade de concentração, náuseas e tremores nas mãos.

A orientação médica ajuda o fumante em todo o processo – desde a tomada de decisão de parar de fumar, identificando quais são as situações que o levam a acender um cigarro, conhecidos como “gatilhos”, até a superação das dificuldades que chegam com a abstinência. 

Os “gatilhos” mais comuns são o estresse no ambiente de trabalho, momentos de conflito familiar e problemas de relacionamento amoroso. “Somente o médico sabe identificar esses gatilhos, quais os efeitos que cigarro provoca em cada organismo e se há necessidade de medicamento para que o paciente abandone o vício”, complementa o pneumologista Sérgio Ricardo Santos.

Atualmente, o tratamento farmacológico do tabagismo inclui terapias com ou sem a reposição da nicotina, entre elas, Champix (vareniclina), desenvolvido especificamente para o tratamento do tabagismo.  Ao obter prescrição e adquirir o produto, o fumante passa a participar do Programa de apoio comportamental Eu Quero Parar, um suporte gratuito que oferece apoio durante o tratamento e atua de forma adjuvante à terapia medicamentosa.
Na prática, o paciente recebe ligações telefônicas ativas de profissionais de saúde que fornecem orientações para minimizar o sofrimento com a abstinência da nicotina e evitar situações que estimulam o consumo do cigarro, como aquele cafezinho com os colegas de trabalho depois do almoço ou a ida a barzinhos com amigos para tomar uma cerveja. Além disso, médicos poderão acompanhar seus pacientes por meio de um sistema on-line.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que menos de 5% dos fumantes que tentam deixar o cigarro sem apoio médico se mantêm livres do fumo após o primeiro ano. É a dependência que está por trás do cigarro que explica por que tantas pessoas tentam inúmeras vezes parar de fumar e não conseguem. A entidade estima que mais de 5 milhões de pessoas morram vítimas dos efeitos do tabaco a cada ano, sendo 1 milhão só na América Latina.

Tabagismo em números
• 200 mil mortes por ano no Brasil (23 pessoas por hora)
• 20% da população adulta do Brasil fuma, segundo o INCA
• Quem fuma mais de 20 cigarros por dia vive, em média, 22 anos a menos
• 7 a 9 segundos é o tempo gasto pela nicotina para chegar ao cérebro do fumante
• A OMS estima que um terço da população mundial adulta fuma – é o equivalente a 1,3 bilhão de pessoas, sendo que 80% delas vivem em países pobres
• Em 1998 havia no mundo 700 milhões de crianças fumantes passivas (OMS)

 
Pfizer
Considerada uma das empresas mais diversificadas do setor farmacêutico, a Pfizer descobre, desenvolve, fabrica e comercializa medicamentos de prescrição e de consumo para Saúde Humana e Animal. A companhia oferece opções terapêuticas para uma variedade de doenças em todas as etapas da vida, com um portfólio que engloba desde vitaminas para gestantes e vacinas para bebês, até medicamentos para doenças complexas, como dor, câncer, tabagismo, infecções e doença de Alzheimer. Entre seus produtos, destacam-se Lípitor, Enbrel, Viagra, Sutent, Lyrica, Champix, Eranz, Centrum, Pristiq, Zyvox, Advil e a vacina Prevenar. Fundada em 1849 e instalada no Brasil desde 1952, a Pfizer é a indústria que mais investe em pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos, a partir de parcerias com profissionais de saúde, hospitais, governos e comunidades em todo o mundo. A companhia também mantém e acompanha projetos sociais voltados para educação e saúde no país.

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