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O acesso à internet para todos deve acompanhar o desenvolvimento do país
A difusão do acesso à internet é uma prioridade estratégica para a sustentabilidade no longo prazo do fantástico momento econômico que o Brasil atravessa com o aumento do mercado consumidor interno, taxas de desemprego em declínio e um crescimento do PIB que deve ultrapassar 7% em 2010. A opinião é do presidente da TIM Brasil Luca Luciani que participou hoje, terça-feira, no Futurecom, em São Paulo, do Painel Empresarial Premium e fez uma apresentação intitulada Comunicação Móvel no Brasil: o caminho para a inclusão digital.
Luca Luciani destacou que, numa perspectiva global, o Brasil já é protagonista no mercado móvel, onde figura como o quarto maior do mundo em receita, US$ 30 bilhões; e como quinto, em base de clientes, cerca de 182 milhões de linhas, e com uma forte taxa de crescimento anual de 12% (fonte: Merrill Lynch Global Matrix).
Apesar disto, o país apresenta ainda grande demanda reprimida. O uso da telefonia móvel em minutos por usuário (MOU), embora tenha subido de 87 minutos em 2009 para 106 minutos em 2010, ainda é uma média baixa quando comparada, por exemplo, com a dos Estados Unidos, cujo MOU é de 812 minutos. Entre as razões, está o preço do minuto que no Brasil custa em média o equivalente a US$ 0,10, enquanto nos Estados Unidos, US$ 0,04 (fonte de dados: Merril Lynch Global Matrix).
Esta demanda reprimida fica evidente quando se desfazem alguns gargalos: “O segmento de ligações de longa distância é um exemplo claro. Há muitos anos, estava parado numa situação de monopólio de fato. Com a inovação que caracteriza o seu DNA, a TIM criou o Infinity, plano que oferece ligações de longa distância entre os nossos 47 milhões de usuários ao preço de chamada local. Em um ano, acrescentamos 1,3 bilhão de novos minutos por mês a este mercado e nos tornamos líderes, com cerca de 40% do tráfego total”, explica Luca Luciani.
O segmento de internet experimenta o mesmo fenômeno. “Apesar de o Brasil ter um dos maiores índices de horas mensais de acesso à internet, ainda há no país 90 milhões de usuários potenciais fora do mercado. A grande barreira para massificar a banda larga no Brasil é o transporte de dados. Nos últimos dois anos, os custos dos smartphones caíram 80%; os das antenas 3G, 47%; mas os custos médios de transporte por site subiram no mesmo período até 88%, como os de backhaul. Isto é um gargalo enorme para massificar o acesso à web e poder atender esta demanda reprimida, gerando maior produtividade no país”, afirma o presidente da TIM.
Luciani propõe um modelo de inclusão digital para alcançar as pessoas de mais baixa renda baseado num conceito de três Cs: Competir nas áreas de mercado, pois a concorrência desenvolve o serviço e a penetração; Compartilhar a infraestrutura existente, regulando eficientemente o mercado de atacado, muitas vezes caracterizado por monopólios naturais; e Cooperar, promovendo a união de esforços público e privado, de maneira a garantir a cobertura de áreas que economicamente não se viabilizam.
“O governo, por exemplo, tem o importante papel de garantir a abertura do mercado de atacado; formular políticas de espectro de maneira a sustentar cobertura e qualidade, reduzindo os custos da oferta. Ao setor de telecomunicações cabe promover parcerias para o desenvolvimento de nova infraestrutura e o compartilhamento da existente. E às empresas, individualmente, manter o investimento forte para oferecer serviços inovadores e acessíveis, assegurando a competição para aumentar a penetração. A disseminação da banda larga é um tema estratégico em todo mundo e, por isto, todos os governos têm assumido um papel para promovê-la. Na Europa, está sendo usada como uma das ferramentas para ajudar a saída da crise. No Brasil, o Plano Nacional de Banda Larga é essencial para que o país siga crescendo de maneira sustentada e sem amarras”, conclui.
Sobre a TIM
No Brasil desde 1998, a TIM foi a primeira operadora móvel a estar presente em todos os estados do País. Com foco em antecipar demandas do consumidor, com inovação e qualidade, a empresa viu sua base de clientes saltar de 36,1 milhões para 46,9 milhões de clientes no período de março de 2009 a setembro de 2010, o que representa um crescimento de cerca de 30%. Este desempenho é fruto do reposicionamento estratégico da marca TIM, que, cada vez mais centrada no usuário, vem lançando produtos e serviços inovadores, como os planos Infinity e Liberty, e investindo na qualidade da sua rede.
Em dezembro de 2009, a TIM concluiu a aquisição de 100% da Intelig, adquirindo uma infraestrutura própria com uma extensa rede de transporte (backbone de 14,5 mil quilômetros) e redes metropolitanas em 15 capitais. Entre outros benefícios, esta infraestrutura vem permitindo à TIM acelerar a expansão da sua rede 3G, reduzir custos operacionais como aluguel de circuitos e abordar novos mercados de voz e dados, tanto residencial quanto corporativo.
A TIM também investe em seu compromisso com a sociedade: incluída na carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), da BM&FBOVESPA, a empresa mantém ações de coleta e encaminhamento para reciclagem de aparelhos, pilhas, baterias e acessórios, comercializa aparelhos de baixo impacto ambiental, dentre outras iniciativas. Para mais informações, acesse www.tim.com.br ou http://twitter.com/timtimportimtim.


















