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07.07.2011 | Clientes, Sala de Imprensa

Reduza os riscos da psoríase

Controle é a atitude-chave para diminuir a propensão ao desenvolvimento de diabetes e infarto

Os pacientes com psoríase precisam levar o tratamento medicamentoso e cuidados com a pele a sério, já que hoje em dia a doença pode ser controlada. Inclusive, quando diagnosticada e tratada precocemente, os sinais que a psoríase deixa na pele passam praticamente despercebidos. E não só a aparência é beneficiada, já que a doença pode estar associada a outras enfermidades, sendo a principal delas a síndrome metabólica – caracterizada pela obesidade abdominal, hipertensão arterial, intolerância à glicose, níveis elevados de triglicérides no sangue e diminuição do HDL (bom colesterol).

Para diminuir os fatores de risco trazidos pela psoríase, “é importante que o paciente com a doença fique sempre atento e tome algumas atitudes, orientado por um médico”, diz Adriana Porro, professora adjunta do Departamento de Dermatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Abaixo, a dermatologista cita algumas dessas medidas.

Psoríase: dicas para diminuir fatores de risco
Realizar exames de sangue para verificar níveis de:

• Colesterol
• Triglicérides
• Glicemia

Medir pressão arterial com frequência
Caso o peso esteja acima do ideal, praticar atividades físicas e procurar orientação médica para emagrecimento
Parar de fumar, pois o cigarro agrava os sintomas da síndrome metabólica

Há motivos importantes para esse trabalho preventivo, pois “acredita-se que a inflamação crônica a que pacientes com psoríase estão submetidos afete não só a pele, mas também órgãos internos e a parede dos vasos sanguíneos”, explica Adriana. Isso causa alterações, que envolvem principalmente os níveis de substâncias chamadas citocinas, uma espécie de mediadores de inflamações no organismo. “As citocinas, por meio da circulação sanguínea do paciente, mantêm inflamados vasos sanguíneos e outros órgãos do paciente”, detalha Adriana. Com a inflamação, o metabolismo das gorduras (colesterol e triglicérides) e do açúcar (glicose) do corpo humano pode ser alterado, levando ao acúmulo de gordura, diabetes e depósito de placas de gordura nas artérias: fatores que aumentam o risco de infarto do miocárdio.

Existem estudos que relacionam a psoríase ao infarto e diabetes. Porém, é difícil determinar o quanto esse risco é maior nos pacientes psoriásicos, “já que cada pesquisa foi feita em uma parte do mundo e com um determinado tipo de paciente”, aponta a especialista. Um exemplo é o número apontado pela Fundação Nacional de Psoríase dos Estados Unidos (National Psoriasis Foundation): pessoas com psoríase grave têm um aumento de 62% nas chances de desenvolver diabetes, independente de peso excessivo, hipertensão ou colesterol alto1.

Sobre psoríase
O preconceito é uma das principais consequências causadas pela doença, que é muito confundida com alergias ou micoses. Assim, a psoríase pode fazer com que pacientes se isolem para evitar situações constrangedoras no local de trabalho, de lazer ou esporte – já que a enfermidade provoca manchas, placas avermelhadas na pele e descamação.

A psoríase não é contagiosa, mas uma doença inflamatória crônica que afeta a pele e pode atingir também as articulações. Apesar de não ter cura, a psoríase pode ser controlada com tratamentos. Entre as alternativas estão medicamentos orais, como imunossupressores e retinóides; ou de aplicação subcutânea como os medicamentos imunobiológicos. Estes últimos são feitos a partir de células vivas (caso da produção de vacinas e insulina), a exemplo do etanercepte, que atua bloqueando o Fator de Necrose Tumoral – TNF (espécie de proteína que estimula a inflamação), produzido em excesso, e interrompem assim a cascata inflamatória que está associada à psoríase.

“É fundamental que o paciente tenha acompanhamento de um médico e evite a automedicação, mesmo com cremes ou pomadas, que podem mascarar a doença e até gerar efeitos colaterais indesejáveis”, finaliza Adriana.

Referência
1. National Psoriasis Foundation Comorbid Conditions Issue Brief January 2011; http://www.psoriasis.org/NetCommunity/Document.Doc?id=410
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Pfizer
Fundada em 1849, a Pfizer é uma das mais completas e diversificadas companhias do setor farmacêutico. Presente em mais de 150 países, a empresa está no Brasil desde 1952. Melhorar a saúde e proporcionar bem-estar fazem parte da missão da Pfizer ao descobrir, desenvolver, fabricar e comercializar medicamentos de prescrição, genéricos e de consumo para Saúde Humana e Animal. A companhia oferece opções terapêuticas para uma variedade de doenças em todas as etapas da vida, com um portfólio que engloba desde vitaminas para gestantes e vacinas para bebês, até medicamentos para doenças complexas, como dor, câncer, tabagismo, infecções e doença de Alzheimer. Entre seus produtos, destacam-se Lípitor, Enbrel, Viagra, Sutent, Lyrica, Rapamune, Champix, Eranz, Centrum, Pristiq, Zyvox, Advil e a vacina Prevenar. A Pfizer também mantém e acompanha projetos sociais voltados para educação, saúde e sustentabilidade no país.

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