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Meio&Mensagem: Surge a CDN Propaganda
De olho nas demandas cada vez mais sofisticadas dos clientes na área de comunicação corporativa, a Companhia de Notícias (CDN) presidida e fundada por João Rodarte, começou a operar no início deste ano uma nova divisão voltada para publicidade. Batizada CDN Propaganda, a empresa é o resultado da incorporação no final do ano passado da agência de design e comunicação corporativa Adroitt, de Milton Bernard, que passará a atuar de forma integrada com a divisão de publicidade que já existia dentro da CDN sob direção de Elizabeth Junqueira.
Dessa forma, a CDN Propaganda terá Bernard como diretor geral e de criação. Ivone Olmos assume como diretora de operações, e Elizabeth, como diretora de atendimento e mídia, liderando uma equipe de oito profissionais de criação e design, além de mais dois para cada um dos departamentos de mídia, operações e planejamento, totalizando um staff de 21. Os principais clientes, já atendidos pela Adroitt, são a Embraer, Sabesp, Itausa, W Zarzar e a holding Alpargatas.
Rodarte destaca que a operação da CDN Propaganda será totalmente independente, podendo tanto prestar serviços aos clientes das demais 17 divisões da CDN quanto para aqueles que não tenham hoje nenhuma relação com o grupo. “A ideia é que possamos oferecer um portfólio cada vez mais completo de serviços para os clientes de nosso grupo”, diz. Ele cita uma pesquisa publicada em novembro de 2008 em Meio & Mensagem e realizada pelo Grupo Consultores, no qual 54% das empresas entrevistadas diziam preferir ser atendidas por uma única agência capaz de lhes oferecer todas as disciplinas de comunicação.
A expectativa de Rodarte é de que o grupo fature em 2010 cerca de R$ 80 milhões, 10% acima do total obtido no ano passado. “Essa projeção leva em conta apenas os atuais clientes, sem considerar possíveis novas contas de grande porte”, afirma o presidente do Grupo CDN.
Bernard explica que o foco de atuação da CDN Propaganda estará exclusivamente na propaganda institucional e na gestão de imagem, áreas atualmente não atendidas plenamente pelas agências de publicidade tradicionais, em suas palavras. Para o diretor da CDN Propaganda, a ascensão dessa especialidade é um reflexo da estabilização da economia brasileira e do grande número de empresas brasileiras abrindo seu capital em bolsas do mundo inteiro.
Cuidado com a imagem
“Existe hoje uma grande preocupação com os chamados bens intangíveis cujos valores muitas vezes superam os do patrimônio físico”, diz Bernard. Nesse sentido, um dos principais trabalhos de sua agência é criar um diálogo permanente com os diversos públicos com os quais as empresas se relacionam, desde acionistas, clientes, fornecedores a personalidades influentes e da própria opinião pública. Bernard acredita que o tradicional conceito de que propaganda institucional só se faz em tempos de prosperidade está superado.
(Meio&Mensagem – Robert Galbraith)




















